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Lisa Alves

Nome artístico: Lisa Alves
Área de atuação: Escritora
Região: Brasília /
E-mail: [email protected]
Telefone:
Canal Social: https://www.facebook.com/lisaallves, http://lisaallves.wix.com/lisaalves

Lisa Alves nasceu em 1981, é mineira (Araxá/MG) e radicada em Brasília. É curadora da revista Mallarmargens e no Distrito federal colabora com um fanzine feminista De Salto Alto. Tem textos publicados em diversas revistas e páginas literárias como a Zunai. Cronópios, Literatura BR, Flaubert, Germina Literatura, Escritoras Suicidas e Diversos Afins. Tem poemas publicados em oito antologias lançadas no Brasil, Argentina e País Basco. Participou dos festivais de vídeo arte e poesia da UNISO (2013), “Bang” de Barcelona (2014) e o Festival Literário de Londrina “Londrix” (2014 e 2015). Lançou em em 2015 seu primeiro livro de poesia intitulado Arame Farpado (Lug Editora, RJ).

Publicações do Autor(a)

Arame Farpado

Editora: DF
ISBN: 9788569334002
Ano de Publicação: 2015
Dimensões: x cm
Nº de Páginas: 118
Acabamento:

Sinopse: Arame Farpado é uma obra poética ordenada pelo tempo presente, movida pelas dicotomias humanas, provocada pelas “pedras no meio do caminho”, incomodada pela incoerência absorvida de um universo em permanente expansão e em inalterável destruição. O nome da obra faz referência às barreiras materiais e imateriais: limites territoriais, fronteiras culturais, desigualdades e preconceitos.
A obra expõe as dualidades do ser: do mito da alma ao realismo da genética, da promessa do paraíso à Teoria M. Várias vozes são expressas nos versos, assim como em um tabloide mundial que discorre em nome de sete bilhões de habitantes – pois somos todos e somos ninguém, desapropriados de nós, nos apropriamos dos outros:
“Ser a pizza de Guarani Kaiowá degustada pelos filhos do agronegócio.”
“Nas suas calçadas sou matéria-prima de incêndio – carvão pré-colombiano. Apenas um bicho exótico, de língua exótica – um tupiniquim. Um animal na pista, um animal a vista – um Macuxi.”
“Em um país onde não neva o gelo é a indiferença (e a nevasca era de janeiro a janeiro).”
“Pedras nos bolsos para vingar a amiga "curada" a força pela escritura de Jeová: Joga pedra na GeniTália!"
“O meu continente jogou desmemorias em mim – e agora sou pura amnésia.”
A poesia urbana, a poesia da inquietação coletiva, a poesia que não confessa, mas é confessada, traduzem o nosso tempo:
“Nas ruas há vidas caminhando rumo ao ocaso..”
“Sem direção caço Deus nos muros, nos grafites e na ausência de chão.”
A tecnologia se faz artigo inseparável dos versos: vivemos a época das desmistificações e dentro de nuvens artificiais abrigamos o mundo das ideias:
“expansão universal dentro do buraco da agulha”.
“Peco na postura, não sigo a fila pra degustação. No meu ventre há células que armazenam um futuro. (nano, tecno, lógico)”
Arame Farpado pretende levar ao leitor uma leitura do mundo sem fanar a imaginação, o simbolismo, as figuras de linguagens, a fantasia, pois a poeta bem sabe que a poesia pode até retratar a história e seu tempo, mas a poesia não é só história, a poesia é mais sentimento do que fato. Poesia é sentir o mundo e esse sentir é subjetivo e infinito. Coletivo Púcaro

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