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Todos os caminhos só levarão ao novo novo

Quem sabe ler a newsletter Panorama Editorial da Câmara Brasileira do Livro vai confirmando que o movimento independente é estratégico para a inovação do mercado editorial.

Na correspondência mais recentemente enviada para agentes de toda a cadeia produtiva do livro, sobre a vigésima quinta edição da Bienal Internacional do Livro de São Paulo, a CBL informa que a programação, entre 3 e 12 de agosto, vai contemplar “grandes tendências”. E entre os assuntos pautados está a autopublicação, a importância do ilustrador para os livros infantis, o estímulo à leitura infantil e juvenil, o papel das bibliotecas, além das ações do PNLL – Plano Nacional do Livro e da Leitura.

Uma boa notícia que nos trazem é o lançamento do primeiro Guia para Livrarias Independentes, negócio que a CBL também considera “tendência do mercado”. Para a elaboração deste importante documento, que será conhecido em 11 de agosto, espera-se que saberes de iniciativas existentes nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste também tenham sido ouvidos e contemplados, porque muitas delas são referência de resistência há décadas.

E como era de se esperar, agora vem também do mercado editorial convencional a confirmação de que os modos de operação sistematizados no século 19, e ainda vigentes, já não nos servem mais. Porque são estes modos operacionais os principais responsáveis pela queda progressiva do faturamento da cadeia produtiva livreira do Brasil.

Na visão da e-cêntrica (www.e-centrica.org), mais do que uma tendência, este é um momento decisivo de mudança por meio de inovação.

Agora é, portanto, um tempo estratégico para a inclusão dos subrepresentados (mulheres cis e trans, populações negra, indígena e LGBTQI), é tempo de revisão de processos produtivos, de redimensionamento do papel social e operacional de editoras, distribuidoras, pontos de venda.

Este há de ser o melhor momento para se repensar compromissos com a propriedade intelectual, momento propício também para formulação de novos modelos de negócios, de posicionamento político em favor do que realmente importa nesta cadeia produtiva capaz de transformar o mundo.

Naturalmente, novos projetos hegemônicos já buscam reposicionamento. E não passarão. Vai permanecer o novo que for sincero, justo e engajado. O novo novo.

Larissa Mundim é escritora e editora, idealizadora da e-cêntrica em apoio à inovação no mercado editorial.

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